ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

05 DE SETEMBRO DE 1920 (DOMINGO)

 
Fontes
  • PIRES, Aloildo Gomes. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA - UMA ABORDAGEM ESTATÍSTICA. Salvador: Autor (Tipografia São Judas Tadeu), 1995.

  • DEPARTAMENTO DE PESQUISA DA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ. PRESIDENTES DO BRASIL (DE DEODORO A FHC). São Paulo: Cultura, 2002.

 
  • Em 05 de setembro de 1920, apenas para Vice-Presidente, houve eleições nos 20 Estados e no Distrito Federal, em razão do falecimento de Delfim Moreira da Costa Ribeiro em 1º de julho de 1920.

  • Os resultados foram divulgados em 11 de novembro.

 
População (aproximada) 30.650.000
Eleitorado (aproximado) 1.820.000
Votos apurados (aproximados) 195.000
 
Vice-Presidente da República

Candidatos

Votações

Eleito

Francisco Álvaro Bueno de Paiva 191.928
Não eleitos
Muniz de Aragão 313
Manuel Joaquim de Albuquerque Lins 259
José Joaquim Seabra 143
Hercílio Luz 18
outros 36 nomes sufragados  

Votos nominais

192.784

Votos brancos/nulos (aproximados)

2.216

Votos apurados (aproximados)

195.000
 
  • Foram sufragados 41 nomes.
  • Os resultados acusaram 8 votos para Nilo Procópio Peçanha, que ficou em 11º lugar, enquanto Urbano Santos da Costa Araújo obtinha um voto.
  • As circunstâncias, até certo ponto, justificariam a pequena votação: a) o natural desgaste pelo fato de ter havido eleição nos dois anos anteriores; b) o pleito era, exclusivamente, para a Vice-Presidência; c) a curta duração do mandato reservado ao candidato vencedor (dois anos); d) o curto lapso de tempo para a divulgação de candidaturas e para a correspondente atuação situacionista; e) o fato de que, a despeito dos meus méritos, não dispunha o candidato único, como trunfo para a eleição autônoma, isto é, sem integrar a chapa de um candidato à Presidência, do renome ou carisma das figuras de proa da política nacional.
  • Foi, assim, a menor votação obtida por um Vice-Presidente, em pleito direto. Houve coerência nesse aspecto (Aloildo Gomes PIRES - página 37).
 

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